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O uso da realidade aumentada no processo evolutivo da metodologia educacional do Exército Brasileiro

Na última década, os processos ensino-aprendizagem, nome dado para este complexo sistema de interações entre professor e aluno, têm passado por transformações motivadas pelo impacto das tecnologias digitais na educação.

Na sociedade atual, acostumada com o aumento dos meios digitais e eletrônicos como metodologia de ensino, o “conceito de educação assistida”, pode ser colocado de forma simplificada como uma transformação da metodologia educacional denominada, no sentido mais amplo de Educação 4.0. No aspecto pedagógico, como já mencionado, observa-se o aumento de cursos tanto na modalidade presencial como para o EAD, com ênfase em tecnologias imersivas tornando as aulas mais atrativas e engajadoras, permitindo o maior grau de absorção do conteúdo pelos alunos.

O Exército Brasileiro (EB), ciente do processo de transformação da sociedade contemporânea, também iniciou seu próprio processo de transformação em seus cursos de formação, especialização e extensão, o que se deu por intermédio de uma série de mudanças em sua estrutura pedagógica de ensino por objetivos para o ensino por competências implementado desde 2012.

Durante o ano de 2020, começou a ser amplamente discutido no âmbito do Exército o processo de implementações e de adequações metodológicas da educação assistida, que contribuam para o ensino e para o desenvolvimento das competências profissionais em nossos combatentes. Esse processo está sendo implementado conforme as Diretrizes do Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, relativas ao ano de 2020-2023.

Desse modo, torna-se evidente a necessidade de capacitar os militares que irão trabalhar com sistemas de alta complexidade, oriundos do conceito de Defesa 4.0. Vislumbrando este cenário, a Realidade Aumentada (RA) contribuirá no ensino do militar, utilizando tecnologias imersivas.

A realidade virtual e a realidade aumentada estão redefinindo as formas fundamentais pelas quais os humanos interagem com o ambiente, com os dados e entre si. É notoriamente observado que o combatente do futuro estará incluído neste contexto de ambientação tecnológica denominada cibercultura. Esta redefinição ocorre em um contexto em geral, desde a interação homem-máquina no qual desafia o militar a trabalhar com sistemas que possui interatividade visual e a utilização de simuladores cada vez mais próximos da realidade, o que torna assim o emprego dessas ferramentas um recurso essencial na força terrestre.

Mediante este processo evolutivo da metodologia educacional, o CEADEx desenvolveu o aplicativo “Posto de Observação Virtual com Realidade Aumentada”, denominado PO Virtual, com o intuito de apresentar um desdobramento de uma Base Logística de Brigada (BLB), incorporando tecnologia imersiva na orientação ministrada aos alunos da EsAO (Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais), no qual foi utilizado na instrução de Giro do Horizonte e Tática Aplicada na região do Campo de Instrução do Gericinó, situado no Estado do Rio de Janeiro. Foi introduzido também o conceito de Bring Your Own Device (BYOD) no qual é utilizado o próprio dispositivo do aluno para a realização das tarefas educacionais.

Conclui-se que diante dos desafios encontrados atualmente na formação dos militares brasileiros, têm surgido novas abordagens metodológicas, as quais têm o propósito de realizar adequações em programas acadêmicos. Busca-se introduzir tecnologias imersivas, como por exemplo, estímulos aos alunos atuais, visando às próximas gerações. Vislumbrando o ano de 2040 e as tecnologias vigentes e emergentes no âmbito da Realidade Aumentada e Realidade Virtual, o CEADEx está desenvolvendo um anexo tecnológico cuja finalidade é inserir, integrar e aperfeiçoar os alunos e os futuros combatentes.

 

Por Asp Of Davidson Corrêa Clem

 

Fonte Exército Brasileiro

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