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Marinha em Abrolhos: defendendo o mar e preservando a natureza na ilha de Santa Bárbara

Em um cenário paradisíaco, onde o encontro do azul do mar com a exuberância da natureza encanta os olhos, a guarnição de militares da Marinha do Brasil (MB), em Abrolhos, na ilha de Santa Bárbara, desempenha um papel crucial na proteção do local. Além da ilha de Santa Bárbara, o Arquipélago dos Abrolhos é composto pelas seguintes ilhas: Redonda, Siriba, Sueste e Guarita.

Porém, a ilha de Santa Bárbara, sob jurisdição da MB, localizada no arquipélago a cerca de 65 km de Caravelas-BA, é a única habitável. O grupo de militares lotados no local dedica-se, diariamente, a preservar o meio ambiente marinho e garantir a segurança dessa região.

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Sob o comando do Serviço de Sinalização Náutica do Leste, subordinado ao Comando do 2º Distrito Naval (Com2ºDN), a guarnição que serve na ilha desempenha o monitoramento de embarcações, a salvaguarda do patrimônio histórico-cultural da ilha e a manutenção do Radiofarol de Abrolhos. Além de sua importância histórica, os lampejos do radiofarol sinalizam os perigos à navegação na área, aliados com equipamentos que auxiliam aos navegantes.

Com cerca de 56 mil km², o local é um alargamento da plataforma continental brasileira que abrange dois estados (sul da Bahia e norte do Espírito Santo). De acordo com o Encarregado da Divisão de Sinalização Náutica, Capitão-Tenente Felipe Balod Moniz Sodré, os militares exercem um papel imprescindível à segurança da navegação, especialmente numa região inóspita e pouco conhecida do litoral brasileiro que, aos poucos, foi se tornando famosa pela riqueza de sua vida marinha. “Um dos principais objetivos dos militares que servem na ilha é a segurança da navegação. Abrolhos é uma área de grande movimentação marítima, com a presença de embarcações de pesca, turismo e transporte”, explica Balod.

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O Oficial acrescenta, ainda, que a tripulação realiza um papel fundamental no monitoramento e no controle do tráfego marítimo, evitando acidentes e protegendo a vida dos marinheiros e turistas que visitam a região. O próprio contexto histórico do local comprova o perigo à navegação que o local representa. “Os portugueses, assustados com os constantes naufrágios devido à colisão com essas formações de coral, difundiam a expressão ‘quando te aproximares desta região, abra os olhos’”, contextualiza Balod.

Os apoios logísticos à ilha são realizados periodicamente pelos navios da Marinha, sediados na jurisdição do Com2ºDN. No início de junho, por exemplo, o Navio-Patrulha “Guaratuba”, meio subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Leste, realizou o reabastecimento de óleo combustível do Radiofarol. A missão teve como objetivo contribuir para a segurança da navegação na região do arquipélago, bem como transportar materiais diversos, em apoio aos militares da MB que residem na ilha.

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Outra função desempenhada pelos militares é a conservação dos ecossistemas marinhos, notáveis por seus recifes de corais únicos e pela diversidade de espécies que ali habitam. Os militares trabalham em estreita colaboração com especialistas em biologia marinha, garantindo que as atividades humanas não causem danos ao ambiente.

Parceria junto à comunidade científica

Com a finalidade de proteger a maior biodiversidade marinha do País e para impulsionar as pesquisas científicas, a Marinha apoia o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Na ilha de Santa Bárbara, há um espaço dedicado à equipe de pesquisadores e cientistas, cujo ambiente proporciona uma base estratégica para que os especialistas do ICMBio possam se concentrar em seus estudos, permitindo uma presença contínua na ilha e facilitando o desenvolvimento de projetos de pesquisa.

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Para a bióloga do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, Sirleide Santana Rocha, de 27 anos, por meio da disponibilidade da casa, a comunidade científica tem um ponto de apoio sólido para conduzir as pesquisas. “Essa parceria entre a Marinha e o ICMBio é um exemplo brilhante de como a união de esforços pode trazer benefícios tangíveis para a ciência e a preservação do meio ambiente”, afirma. Ainda segundo a bióloga, as pesquisas realizadas no local têm proporcionado descobertas significativas para a compreensão dos ecossistemas marinhos e a adoção de medidas efetivas de conservação.

Segundo dados da ICMBio, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos abriga o maior complexo recifal e a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Além disso, Abrolhos é o principal berçário de baleias jubarte na costa brasileira e um verdadeiro santuário para aves e tartarugas marinhas, incluindo espécies ameaçadas de extinção, que se alimentam, descansam, se reproduzem e prosperam nos limites da área marinha protegida.

Sirleide explica que o ambiente é considerado ideal para a reprodução de corais – são 21 espécies, incluindo o coral-cérebro (Mussismilia brasiliensis), que só existe no banco dos Abrolhos e forma os “chapeirões”, colunas coralinas isoladas que crescem sobre o fundo do oceano em forma de cogumelo. “Os chapeirões constituem um grande perigo à navegação no local”, acrescenta a bióloga.

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O turismo é outra expressão da importância do arquipélago. As águas claras de temperatura amena, naufrágios e a rica fauna marinha fazem o local ser procurado pelos turistas. Contudo, apenas as empresas autorizadas pelo ICMBio/ Parque Nacional Marinho dos Abrolhos podem realizar a visitação comercial.

 

Fonte:  Marinha do Brasil

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