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Marinha apoia projeto de vigilância em saúde nas comunidades ribeirinhas do Pantanal

Navios da Flotilha de Mato Grosso, subordinada ao Comando do 6º Distrito Naval, da Marinha do Brasil, iniciaram, nesta segunda-feira (20), uma viagem de apoio a pesquisadores de mais de 20 instituições nacionais e internacionais, entre Ladário e Porto Murtinho (MS) no rio Paraguai.

A iniciativa faz parte do projeto “Navio” (Navegando para Vigilância Viral em Lugares Longínquos), focado no estudo e monitoramento da saúde das populações ribeirinhas e das mudanças climáticas e seus impactos na saúde pública.

A bordo do Navio-Transporte Fluvial “Paraguassu”, do Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Tenente Maximiano” e do Navio de Apoio Logístico Fluvial (NApLogFlu) “Potengi”, os pesquisadores farão a coleta de dados epidemiológicos e climáticos, a fim de identificar e caracterizar patógenos virais circulantes nas comunidades ribeirinhas do Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

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“Os dados coletados permitirão uma compreensão mais ampla das interações complexas entre patógenos, vetores, hospedeiros e o ambiente, especialmente considerando os efeitos das mudanças climáticas nessas regiões. Ao integrar esses dados genéticos e climáticos, o projeto pretende identificar locais prioritários para vigilância, possibilitando uma previsão mais precisa de surtos e a implementação de medidas de saúde preventivas e de controle mais eficazes”, explicou o  Dr. Luiz Carlos Junior Alcantara, pesquisador titular da Fiocruz de Minas Gerais.

O projeto antecipa, também, os estudos voltados à prevenção do surgimento e aumento de doenças previstas com o alto fluxo de pessoas e veículos, após a construção da Rota Bioceânica, que deve ser inaugurada em 2025. O corredor rodoviário, com extensão de 2.396 quilômetros, possibilitará ligar o oceano Atlântico ao Pacífico, tendo Porto Murtinho como ponto de partida no País. A rota passará por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, promovendo aumento na comercialização e integração cultural e turística nos países envolvidos.

“A parceria da MB com o projeto é de grande importância ao Estado, pois soma esforços em prol das comunidades ribeirinhas e une as ações assistenciais junto à ciência. Ao percorrer o rio Paraguai, trajeto que inicia a Rota Bioceânica no estado de MS, o projeto possibilitará uma vigilância intensificada e em tempo real, que irá interferir na melhoria da qualidade de vida e saúde dessas populações”, declarou a Secretária-Adjunta de Estado de Saúde de MS, Dra. Crhistinne Maymone.

Além da coleta de dados e amostras de aves migratórias, de águas residuais e vetores no Pantanal, equipes de saúde embarcadas nos navios oferecerão, ao longo do rio, atendimento médico, odontológico e laboratorial a moradores das comunidades ribeirinhas.

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Participam da viagem, representantes das seguintes instituições: Ministério da Saúde; Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos)/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS); Instituto Erasmus de Rotterdam da Holanda; Secretaria de Estado de Saúde de MS e de MT; Laboratório Central de Saúde Pública de MS, MT, Minas Gerais e Paraná; Universidade de Stellenbosch, da África do Sul; Universidade de Sydney, da Austrália; universidades federais de MS, Minas Gerais e Ouro Preto; universidades estaduais do MS e de Feira de Santana da Bahia; Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Loccus; Instituto de Biologia Molecular do Paraná; prefeituras de Ladário, Corumbá e Porto Murtinho.

Fonte: Agência Marinha de Notícias

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