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Helibras agora é 100% Airbus Helicopters

O governo de Minas Gerais vendeu os 15,51% que detinha da “brasileira” Helibras, selando um acordo que já vinha sendo negociado há algum tempo com o grupo europeu Airbus, o qual já possuía 85,49% de participação na única fabricante de helicópteros da américa latina.

O negócio foi realizado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) que geria a participação do Estado de Minas Gerais na empresa. Segundo informações, o acordo foi concluí na última quinta-feira (19), avaliado em 95 milhões de reais, resultando agora no controle total da Helibras pelo grupo europeu, o qual passa a ter 100% do controle da Helibras.

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De acordo com o governo do estado de Minas Gerais, o presidente da Airbus, Gilberto Peralta, assumiu o compromisso de manter as operações da Helibras em Itajubá, garantindo empregos e retorno aos cofres públicos através dos impostos.

Sobre as justificativas para a venda da participação na empresa, o governo alega que a participação na Helibras apresentava um baixo retorno financeiro para Codemge.

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O negócio sela de fato a realidade da Helibras ter se tornado nada mais que uma subsidiária do grupo europeu, a qual apenas monta sob licença e fornece manutenção a frota civil e militar de aeronaves da Airbus, sem jamais ter desenvolvido qualquer aeronave própria, apenas montando e realizando customização sobre as plataformas da Airbus Helicopters.

Transferência de Tecnologia?

Uma questão que poucos dão atenção, esta relacionado a transferência de tecnologia (ToT) que esta prevista no programa H-XBR, onde foi pago um valor considerável para obtenção de tecnologias que em teoria, daria a indústria nacional a capacidade de desenvolver helicópteros.

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Pois bem, como transferir para si mesmo a tecnologia que já é sua? Não entendeu?

Uma vez que a Helibras, empresa que esta entre as “agraciadas” pela transferência de tecnologia de acordo com o bilionário programa que resultou na montagem de aeronaves francesas H225M no Brasil, para prover uma nova aeronave de asas rotativas que equiparia as três Forças Armadas brasileiras, padronizando, reduzindo custos com logística e agregando a capacidade de se desenvolver helicópteros no Brasil, uma vez que a Helibras até o presente momento apenas montou helicópteros sob licença. Porém, a mesma já estava sob controle majoritário do grupo vencedor do H-XBR, e agora está 100% nas mãos da Airbus, que já é a detentora das tecnologias envolvidas no pacote de ToT, o que na prática significa que não houve de fato nenhuma ToT pela simples lógica da Helibras já ser parte do grupo Airbus.

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