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Entregue Estaleiro de Manutenção de Submarinos à Marinha do Brasil

Na última segunda-feira (08), foi realizada, no Complexo Naval de Itaguaí, a cerimônia de entrega do Estaleiro de Manutenção (ESM) à Diretoria Industrial (DIM). O ESM, entregue pela Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), representa uma instalação de grande importância para o ciclo de vida dos novos submarinos da classe “Riachuelo” e marca mais um avanço industrial no âmbito do Programa de Submarinos (PROSUB). Foram entregues, também, um Pátio de Manobras, destinado à docagem de até dois submarinos em área coberta e descoberta, e o Cais de número 11, com capacidade para atracação de submarinos e navios em manutenção.

A infraestrutura entregue ao setor do material conta com oficinas de mecânica, usinagem, tubulações, eletromecânica, pintura, hidráulica e sala de testes. A instalação tem capacidade para inspecionar, testar, reparar e realizar a manutenção dos equipamentos e sistemas dos submarinos convencionais diesel-elétricos, assim como dos componentes e conjuntos de equipamentos não irradiados do Submarino Convencionalmente Armado com Propulsão Nuclear. O projeto garantirá não apenas o suporte aos novos submarinos, mas também permitirá o apoio logístico a meios de superfície da Marinha que venham a ser manutenidos em Itaguaí (RJ).

A prontificação do Estaleiro de Manutenção, localizado na cidade de Itaguaí, representa um marco para a Força Naval e para o país como um todo – sendo um passo importante para o fortalecimento da indústria naval brasileira. Além de fortalecer a capacidade de defesa nacional, a entrega representa uma oportunidade de geração de negócios e desenvolvimento tecnológico, que pode impulsionar o crescimento econômico da região. A construção do ESM teve expressiva participação na geração de empregos no setor da construção civil e na indústria metalmecânica, resultando na geração de 2 mil empregos diretos e 10 mil indiretos, contribuindo para o fomento da economia, o desenvolvimento de novas tecnologias e o incremento industrial.

Estaleiro de Manutenção

A infraestrutura industrial do ESM conta com uma Oficina de Apoio à Manutenção de Submarinos, com área total de aproximadamente 9.291 m², sendo composta pelas oficinas, salas de testes e almoxarifado. O Pátio de Manobras entregue possui 8.360 m² destinados à docagem. Desta forma, as instalações representam significativo aumento da capacidade de manutenção de meios navais no Brasil.

A estrutura conta, ainda, com ferramentas específicas, como centros de usinagem com comando numérico de última geração, bancada de teste de válvulas, equipamentos para manutenção e teste de motores elétricos e compressores de ar de alta pressão, bem como instalações com proteção radiológica para a realização de ensaios não destrutivos por gamagrafia e raios-X. Estão previstas, ainda para este ano, as entregas de uma bancada de teste de bombas hidráulicas e duas salas limpas, com atmosfera controlada, destinadas à manutenção de componentes hidráulicos, sem que haja risco de contaminação.

PROSUB

O Programa de Submarinos (PROSUB) faz parte de um amplo programa estratégico de Estado, concebido em 2008, por meio da parceria estabelecida entre Brasil e França. O PROSUB contempla a construção de uma infraestrutura industrial e de apoio à operação e manutenção de meios, a construção de quatro submarinos convencionais de propulsão diesel-elétrica e o projeto e a construção do primeiro Submarino Convencionalmente Armado com Propulsão Nuclear brasileiro.

O primeiro dos quatro submarinos convencionais, o “Riachuelo”, já está em operação, entregue à Marinha em setembro de 2022. Os testes operacionais no mar do “Humaitá”, segundo submarino nacional, já foram iniciados, com previsão de entrega até o final de 2023, bem como o lançamento ao mar do terceiro, o “Tonelero”. Recentemente, a Marinha realizou a transferência de seções do quarto submarino, o “Angostura”, da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas para o Estaleiro de Construção, com previsão de entrega até o final de 2025.

Fonte: Marinha do Brasil

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