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Durante a LAAD 2023, Exército Brasileiro apresentou importantes evoluções no campo de viaturas blindadas

Durante a última semana, estivemos acompanhando a 13ª edição da LAAD Defence & Security, que ocorreu entre os dias 11 e 14 de abril no Riocentro. Dentre as novidades e anúncios feitos durante o evento, o Exército Brasileiro firmou importantes contratos visando a modernização de suas capacidades, com a introdução de variadas melhorias em suas viaturas VBTP-MR 6×6 “Guarani”, dentre as melhorias, foi contratado junto a ARES Aeroespacial & Defesa, a atualização de oito torres UT30BR  para o padrão BR2, onde as atuais torres receberão novos módulos eletrônicos e a pré-disposição para um kit antidrones.

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A UT30 MK2 é atualmente um dos sistemas mais avançados desenvolvidos pela brasileira ARES. Suas características modulares e de fácil conversão, permitem que a torre possa ser tripulada ou operada remotamente de dentro da viatura, o que oferece maior flexibilidade operacional e proteção as tripulações. A solução da ARES inclui o canhão ATK MK44 ABM 30 mm e uma metralhadora coaxial de 7,62 mm garantindo a primeira rajada de tiros mais rápida. Mísseis guiados antitanque estão totalmente integrados com a torre e com o Sistema de Controle de Fogo, Sistema de Aviso Laser (LWS) e Sistema opcional de Lançador de granada. O design modular da torre suporta a integração de outros armamentos alternativos, o que representa uma melhor capacidade e versatilidade de emprego.

Outra grata surpresa durante a LAAD 2023, foi a apresentação pela primeira vez do simulador de condução do “Guarani”, que inclusive tivemos a oportunidade de conhecer de perto e experimentar a sensação conduzir um “Guarani”. Desenvolvido em parceria com o Senai, a nova ferramenta de adestramento é um importante ganho no diz respeito a capacitação dos condutores da viatura blindada. O sistema traz uma estação de instrutor, de onde o treinamento pode ser monitorado, permitindo alterar os cenários e inserir desafios para os operadores da viatura, o que permite na prática emular diversos cenários complexos que os condutores podem se deparar, e com total segurança permitir o aprimoramento, além da redução de custos na instrução, uma vez que se reduz o emprego da viatura física e seus custos (Combustível, Pneus, manutenção…), ampliando o tempo de imersão dos condutores na prática em ambiente virtual, um ganho considerável para logística do EB.

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A sueca SAAB também exibiu o conceito de defesa aérea MSHORAD, o qual foi exibido no “Guarani”, oferecendo uma interessante solução para uma lacuna existente nas capacidades do Exército Brasileiro, e este será melhor apresentado em matéria própria que você irá conferir em breve conosco.

Outra presença na feira, foi o VBMT-LSR 4×4 (LMV-Lince) do Exército Brasileiro, que já recebeu 32 unidades e já iniciou as conversas em torno da assinatura de um novo contrato com a IDV. Porém, o número de viaturas a ser adquirido neste novo lote, ainda não foi definido. Quanto ao índice de nacionalização da nova viatura, este deve atingir os 60% segundo nos foi informado.

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A Diretoria de Fabricação, apresentou também o Sistema Gerenciador de Plataforma do Projeto Proteus. Trata-se do sistema desenvolvido pela própria Diretoria de Fabricação com a finalidade de integrar todos os subsistemas da viatura, o que proporciona uma maior consciência situacional para o comandante do carro.

Uma cerimônia simbólica no stand do Exército Brasileiro, marcou a entrega do Centauro II, vencedor do programa VBC Cav, a nova viatura deverá substituir os veteranos EE-9 “Cascavel”, que operam com Exército Brasileiro desde a década de 1970, viaturas desenvolvidas nacionalmente pela extinta Engesa, e que se aproximam ao fim de seu ciclo de vida útil.

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Apesar do contrato de modernização de algumas viaturas “Cascavel”, as mesmas devem ser mantidas operativas pelos próximos 15 anos, período em que haverá a transição entre estas e o “Centauro II”, o que ocasionará na operação de ambas viaturas por um período. Segundo o Diretor de Fabricação do Exército, General de Divisão Tales Villela, “A ideia é que o Cascavel seja um meio de evolução até termos um número considerável da viatura Centauro”.

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