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Cão de faro a bordo de navios da Marinha

O trabalho de identificar entorpecentes escondidos em cargas e bagagens, por vezes, pode ser mais dificultoso sem equipamentos específicos. No entanto, essa tarefa torna-se mais eficiente com o uso do faro apurado de cães treinados. É o caso da Fiona, da raça Pastor Belga de Malinois, do canil do 1° Batalhão de Operações Ribeirinhas, subordinado ao Comando do 9° Distrito Naval, em Manaus (AM), que atua como cão de faro, na região Amazônica.

A rotina do animal foi acompanhada durante uma missão da Marinha do Brasil (MB), quando a cadela, de dois anos e meio, atuou junto a dois militares Fuzileiros Navais, em Patrulhas Navais, vistoriando embarcações no rio Negro, no estado do Amazonas. As malas enfileiradas, de um lado, e os proprietários das bagagens, do outro, configuram o cenário organizado pelo militar na função de “segurança”, que é o primeiro a chegar ao local a ser inspecionado, para que o cão de faro inicie, em seguida, seu trabalho. O segundo militar é o “condutor”, que fica ao lado do animal, utilizando a guia, para que a inspeção aconteça, ordenadamente, e para conduzir quais bagagens devem ser inspecionadas.

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Um dos adestradores da Fiona, o Segundo-Sargento (Fuzileiro Naval) Roni de Alexandre Costa, explica que essa raça tem como características a inteligência, o olfato mais apurado e o porte físico mais resistente. “A Fiona é filha de uma cão de faro, que também trabalhou para o Batalhão, mas já foi para a reserva. Ela tem uma irmã e um irmão, que também estão em nosso canil, na mesma função. Porém, destaco que a fêmea acaba sendo mais eficiente que o macho por ser mais focada. O macho, por exemplo, se sentir o cheiro da urina de outro cachorro ou de uma cadela que tenha passado pelo local, acaba ficando disperso, diferente da fêmea, pois ela não se distrai com facilidade”, compara.

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A rotina da Fiona, em terra, inicia-se cedo, com alimentação e treinamento físico-militar, com os militares da equipe Faro, seguida de adestramento específico da área de atuação dela, ou seja, encontrar entorpecentes em bagagens. O Segundo-Sargento (FN) Roni explica que eles utilizam um piloto, ou seja, uma amostra controlada do produto para que ela tente encontrar. Quando identifica o cheiro, a cadela encosta o focinho e deita perto da bagagem. Quando ele confirma que o alvo foi encontrado, a Fiona é imediatamente premiada com uma bola pequena de borracha, objeto de sua diversão diária. “Na cabeça do cachorro, é como se fosse uma diversão, em que ao achar o ‘piloto’, jogamos a bola para brincar”, explica o adestrador.

Já ao estar embarcada para missões ribeirinhas, a rotina de alimentação e exercícios dos cães é modificada, por conta do espaço restrito nos navios, mas mantendo os momentos de caminhada pela manhã e fim da tarde. “O animal, naturalmente, fica mais estressado, por ficar mais tempo recluso, e em espaço reduzido. Entretanto, para amenizar essas mudanças, dormimos ao lado dela, fazemos carinho constante e mantemos uma rotina de atividades físicas para que ela fique melhor”, destaca.

 

Fonte: Marinha do Brasil

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