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“Operação Furnas” – Marinha do Brasil inicia operações na Base Aérea Expedicionária em Furnas

Na manhã de 3 de dezembro, foi realizada em Furnas a cerimônia relativa ao início das operações com a Base Aérea Expedicionária da Marinha em Furnas, marcando a transferência do aeroporto de Furnas, em São José da Barra (MG), para Marinha do Brasil.
Essa parceria firmada entre a Marinha do Brasil e  Furnas, promoveu a ampliação da presença da Força Naval na região, com o estabelecimento de um destacamento de Fuzileiros Navais no aeroporto de Furnas.
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O Aeroporto de Furnas

O Aeroporto de Furnas foi criado para atender as necessidades operacionais da estatal Furnas Centrais Elétricas. Em 1958 por determinação do Presidente Juscelino Kubitschek, iniciou-se a obra da Hidrelétrica de Furnas. O aeroporto conta com uma pista de pouso pavimentada de 1.700 metros de comprimento por 30 metros de largura, contando com pátio de manobra de aeronaves de asa fixa e rotativa, além de contar com uma torre de controle, sala de embarque/desembarque e um hangar com capacidade para uma aeronave do porte do Bandeirante ou ATR-42. A área externa possui um pequeno estacionamento para carros e ônibus fretados. 

A inauguração do aeroporto contou com a presença do Presidente Kubitschek que aterrou pela primeira vez em Furnas com um Avro C-91.

Importância da Base Aérea Expedicionária

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O que é uma base aérea expedicionária? Essa é a primeira pergunta que fazem quando se fala em Base Aérea Expedicionária.

Uma Base Aérea Expedicionária, trata-se de um conjunto de instalações operadas temporariamente, durante a realização das operações militares em determinada região, o que permite o apoio aéreo e logístico às forças envolvidas, quer seja em atividade combativa, e/ou humanitária. No caso da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), força estratégica de pronto emprego, que tem como características a capacidade anfíbia e expedicionária, a BAE possui importância fundamental, justamente por contribuir diretamente para sua capacidade operacional e sustentação de forma autônoma em locais distantes de suas bases originais. Esse conceito é amplamente empregado no mundo pelas maiores potências militares, e existem inúmeros exemplos de teatros de operação onde foram decisivas.

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A região do Lago da Represa de Furnas, uma das maiores represas fluviais do mundo, o que a torna um importante teatro de operações para Marinha do Brasil e sua Força de Fuzileiros da Esquadra, onde o cenário oferece a capacidade de se realizar adestramentos de operações ribeirinhas com os batalhões de infantaria dos fuzileiros navais, e nesta segunda edição da “”Adestramento de Operações Ribeinhas 2” (Adest.Op.Rib2) em Furnas este ano, foi realizado de forma inédita a participação do Batalhão de Engenharia, que pode realizar adestramento de transposição de curso d’água com emprego de portadas, além do Batalhão Tonelero realizando exercícios de mergulho e diversas técnicas de infiltração, o BtlComBae que coordenar as operações aéreas realizadas pelas aeronaves UH-15 “Super Cougar” e o UH-12, pertencentes ao EsqdHU-2 e EsqdHU-1, respectivamente.

A ativação da Base Aérea Expedicionária representa um importante incremento as capacidades do conjugado anfíbio, oferecendo amplas possibilidades de emprego do poder anfíbio e aéreo, ampliando a sinergia entre ambas facetas do poder naval brasileiro.

Diferente de uma Base Aérea convencional, como é o caso da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA), o conceito por trás da Base Aérea Expedicionária (BAE), é possibilitar o emprego de meios aéreos em apoio as operações desencadeadas pela Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) dentro de um cenário operativo, como ocorreria durante uma missão de paz ou humanitária no âmbito da ONU, por exemplo. Logo, é certo afirmar que não se trata de uma segunda base aérea da Marinha, e sim a primeira base no moderno conceito expedicionário, que congrega as capacidades anfibias e aéreas em prol de cumprir objetivos estabelecidos para missão.

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A princípio, a BAE irá operar basicamente com “asas rotativas”, apesar da capacidade de operar com aeronaves de “asa fixa”, como o AF-1 “Skyhawk”, a pista ainda esta sendo submetida ao processo de homologação junto ao DECEA, mas há possibilidade futura de operar de forma expedicionária com os caças navais na região de Furnas.

A presença da Marinha em Furnas 

A ativação da Base Aérea Expedicionária, também representa um considerável incremento a presença da Marinha do Brasil naquela região conhecida como “Mar de Minas”. Sua utilização permitirá não só ampliar o desenvolvimento das operações ribeirinhas, mas resulta também na ampliação do apoio ao Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário (SSTA), atualmente representado na região pela atuação da Delegacia Fluvial de Furnas (DelFurnas), e isso reflete diretamente na resposta as necessidades locais.

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fonte GBN Defense

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